{"id":858,"date":"2026-02-23T13:51:12","date_gmt":"2026-02-23T16:51:12","guid":{"rendered":"https:\/\/wsoftnet.com.br\/wsblog\/?p=858"},"modified":"2026-02-23T13:51:13","modified_gmt":"2026-02-23T16:51:13","slug":"empresas-do-simples-precisam-decidir-seu-futuro-ate-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wsoftnet.com.br\/wsblog\/empresas-do-simples-precisam-decidir-seu-futuro-ate-setembro\/","title":{"rendered":"Empresas do Simples precisam decidir seu futuro at\u00e9 setembro."},"content":{"rendered":"\n<p>Reforma tribut\u00e1ria imp\u00f5e grandes desafios aos pequenos neg\u00f3cios. Li\u00e7\u00e3o de casa at\u00e9 2027 inclui simula\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios com regime h\u00edbrido, atualiza\u00e7\u00e3o de softwares e gest\u00e3o de fornecedores. <\/p>\n\n\n\n<p>Empresas do Simples Nacional t\u00eam at\u00e9 setembro para fazer a op\u00e7\u00e3o pelo regime h\u00edbrido &#8211; permite recolher os novos CBS e IBS fora da guia \u00fanica de tributos (DAS) &#8211; e, com isso, gerarem cr\u00e9ditos integrais a outras empresas a partir de 2027, quando o novo sistema tribut\u00e1rio come\u00e7ar a rodar.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com especialistas, o regime h\u00edbrido tende a ser o mais indicado para as empresas que vendem produtos e servi\u00e7os para pessoas jur\u00eddicas (modelo B2B), mas \u00e9 preciso realizar simula\u00e7\u00f5es com base nas caracter\u00edsticas do neg\u00f3cio, principalmente o perfil de clientes e fornecedores.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ora, na fase de testes, as micro e pequenas empresas est\u00e3o dispensadas das novas obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias. Mas \u00e9 extensa a lista de tarefas a serem realizadas at\u00e9 janeiro de 2027, quando a CBS come\u00e7a a ser cobrada no lugar do PIS\/Cofins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A urg\u00eancia de se adequar \u00e0 reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o nasce apenas da burocracia, mas da competitividade. Na avalia\u00e7\u00e3o de especialistas, quem n\u00e3o entender o novo sistema de cr\u00e9ditos e a din\u00e2mica da cobran\u00e7a do IBS\/CBS corre o risco de se tornar um elo invis\u00edvel ou caro demais nas cadeias produtivas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A l\u00f3gica do cr\u00e9dito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para Carlos Pinto, diretor do IBPT, com a reforma tribut\u00e1ria que se avizinha, o cr\u00e9dito fiscal virou moeda, o que imp\u00f5e uma mudan\u00e7a radical da cultura e mentalidade dos empres\u00e1rios, sobretudo dos pequenos, que ainda n\u00e3o possuem maturidade tecnol\u00f3gica e nem sempre contam com assessoria cont\u00e1bil e jur\u00eddica adequadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNuma simula\u00e7\u00e3o que fizemos para uma empresa do lucro presumido, em um determinado cen\u00e1rio, conclu\u00edmos que se ela trocasse 10% dos seus fornecedores, no final do m\u00eas, ela teria mais cr\u00e9dito a receber do que imposto a pagar\u201d, revelou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o diretor do IBPT, as empresas do Simples Nacional j\u00e1 encontram resist\u00eancia quando vendem produtos para empresas que s\u00e3o ou do lucro real ou lucro presumido porque o valor do cr\u00e9dito gerado \u00e9 muito baixo. \u201cCom o novo sistema tribut\u00e1rio, essa resist\u00eancia vai piorar ainda mais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de segregar a CBS e a IBS para gerar cr\u00e9ditos para as empresas tomadoras de servi\u00e7os ou adquirentes de produtos, ressalta, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma mudan\u00e7a de regra, mas exige dos empres\u00e1rios um conhecimento profundo da cadeia de fornecedores, principalmente. Eles est\u00e3o no Simples? Essa pergunta vale ouro para quem apura impostos pelo lucro real, presumido e, no futuro, regime h\u00edbrido.<\/p>\n\n\n\n<p>Douglas Campanini, s\u00f3cio da Athros Auditoria e Consultoria, explica que a extin\u00e7\u00e3o do ICMS (estadual) e ISS (municipal), que ser\u00e3o substitu\u00eddos pelo IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os) na reforma tribut\u00e1ria, ser\u00e1 feita de forma gradual at\u00e9 2032.<\/p>\n\n\n\n<p>A CBS, no entanto, come\u00e7ar\u00e1 a ser cobrada a partir de janeiro de 2027, com uma al\u00edquota plena de refer\u00eancia estimada entre 8% e 9%. Isso explica a urg\u00eancia da realiza\u00e7\u00e3o de um estudo aprofundado do perfil do neg\u00f3cio e de simula\u00e7\u00f5es para determinar o regime tribut\u00e1rio mais adequado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAl\u00e9m de fazer contas do valor do cr\u00e9dito gerado com uma eventual op\u00e7\u00e3o pelo regime h\u00edbrido, \u00e9 preciso realizar uma an\u00e1lise de mercado, comparando os pre\u00e7os praticados pelos concorrentes que n\u00e3o est\u00e3o no Simples\u201d, resume Campanini.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Documentos fiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a reforma tribut\u00e1ria do consumo batendo \u00e0s portas, Fl\u00e1vio Perez, consultor tribut\u00e1rio da Orcose Contabilidade, ressalta como urgente neste momento a necessidade de as empresas do Simples adequarem seus sistemas para a correta emiss\u00e3o de notas fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa adequa\u00e7\u00e3o tem sido um grande desafio para as empresas por conta da quantidade de c\u00f3digos que devem ser informados nos documentos fiscais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Elvira de Carvalho, contabilista e advogada da King Contabilidade, al\u00e9m de adequarem os pr\u00f3prios sistemas \u00e0s novas exig\u00eancias impostas pela reforma tribut\u00e1ria, \u00e9 importante tamb\u00e9m saber se fornecedores seguem o mesmo caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, se a empresa do Simples optar pelo regime h\u00edbrido, ela passa a ter direito a cr\u00e9ditos nas compras, que ser\u00e3o validados pelo fisco somente com a emiss\u00e3o correta da nota fiscal pelo fornecedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a revis\u00e3o de contratos com fornecedores. \u201cA tributa\u00e7\u00e3o por fora dos novos tributos muda o custo das mercadorias e servi\u00e7os e isso n\u00e3o est\u00e1 previsto nos contratos atuais\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em simula\u00e7\u00f5es preliminares realizadas com clientes que est\u00e3o no Simples Nacional, o pagamento da CBS e IBS por fora se mostrou mais vantajoso em cerca de 40% dos casos, calcula.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o de casa das empresas do Simples para 2027<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Pe\u00e7a ao contador para fazer simula\u00e7\u00f5es levando em conta o novo regime h\u00edbrido, que permite o recolhimento da CBS\/IBS pelo regime normal, principalmente se o modelo de neg\u00f3cios for B2B.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Para modelos de neg\u00f3cios mistos, que atendam pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas, identifique o peso de cada um no faturamento. Se parcela significativa for de empresas, o regime h\u00edbrido talvez seja o mais vi\u00e1vel para ganhar em competitividade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Fa\u00e7a adapta\u00e7\u00f5es nos softwares para a emiss\u00e3o dos documentos fiscais que devem destacar a CBS cheia (federal) e um percentual de IBS, que ser\u00e1 extinto s\u00f3 em 2032.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Atualize o cadastro de produtos ou servi\u00e7os com o novo c\u00f3digo de classifica\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<br><br>Fonte: <a href=\"https:\/\/dcomercio.com.br\/publicacao\/s\/empresas-do-simples-precisam-decidir-seu-futuro-ate-setembro\">Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio<\/a>. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reforma tribut\u00e1ria imp\u00f5e grandes desafios aos pequenos neg\u00f3cios. 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